num dia qualquer
Published by Catarina C. Outubro 21st, 2003 in sem nadisses.(já nem sei bem quando)
agarrei na alma com as mãos
(parecia uma alforreca, escorregava por entre os dedos)
larguei-a logo
(porque também picava)
a gelatina caiu ao chão
fui buscar luvas e tesoura
agarrei-a com força
cortei-a aos bocados
(com luvas deixei de sentir)
cozinhei-a em refogado
(se a deixasse à solta o mercúrio juntava-se outra vez)
servi com batatas fritas
(não gosto de salada)
e mastiguei-a bem.
(às vezes faz azia, mas passa.)
muito bom… adorei… (continuo à espera do mail que me prometeste…
)
Catarina, você escreve com o coração. Gostei da multiplicidade de sugestões sensoriais e al…al..alv…alva…alveu…alveolares(?).
Catarina, larga o NASEX…
imagino uma alma menos gelatinosa… o texto está 8para não variar) genial, mas a little bit disgusting…belhééérque..alforreca refogada com batatas fritas? isso tá mau! :))
Não sei porquê (risos) ando com esta tendência para as coisas assim mais gelatinosas e nojentas…:-))) É possível que me passe quando passar a gripe…
Que giro…
Escreves bem! Parabéns! As melhoras para gripe.