100nada

“If there’s anything more important than my ego around, I want it caught and shot now.” – Douglas Adams, ‘The Hitchhikers Guide To The Galaxy’

agarrar os fios

Era isso que estava a tentar fazer, agarrar um qualquer fio que se pudesse desenrolar em frases e parágrafos, mas não leva a nada, acabo pendurada nos cabos de alta tensão. Logo eu que sou tão cabos subterrâneos, parabólicas e satélites, sinais estranhos na atmosfera e que consigo ouvir o som que as botas dos [...]

Os pássaros do elefante

(deste elefante)
Até podiam ser outros, mas quero-os ali, na ilha do meu elefante, agora, para os conseguir ver. Não estiveram sempre ali, claro. Voaram, são pássaros sem problemas de comprimento de pista. Voaram e aterraram ali e ninguém deu por nada; chegaram a meio da noite quando o elefante dormia depois de ter completado os [...]

No semáforo vermelho

Saem da sombra, os dois. Param. Olham à volta à procura de qualquer coisa. Aparentemente qualquer coisa serve, porque se sentam num banco no meio de um passeio com vista para uma rotunda ao lado de uma criatura com uns sacos. Riem-se e acendem cigarros como se fossem os últimos. Ou os primeiros. Não dou [...]

a amordaçar-me

para não escrever um post que começaria assim
caríssimo filho da puta, se alguma vez passares por aqui e leres isto
e terminaria em qualquer coisa como
nem vale a pena dar-te um biqueiro nos tomates, porque não os tens.
Mas seria um desperdício de energia. Siga.

Bubbles

“Mergulhamos da prancha dos 10 metros para uma piscina vazia, com a certeza que lá em baixo nos aguarda o betão e estarão depois os nossos amigos a juntarem-nos os bocados. Quando, de repente, percebemos que tem água, precisamos de braçadeiras até conseguirmos nadar; a tua angústia não passa disso, de uma braçadeira.”

(imagem daqui)

agora

vou desenhar aqui um risco, tá bem?
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e vou passar para o lado de lá do risco e tratar de ser feliz.

The Love Song of J. Alfred Prufrock – T. S. Eliot

A ouvir isto na net, à procura dos mp3 pela voz do autor, encontrei este you tube.

Dia do Pai

E porque é Dia do Pai e para poupar trabalho a tanta gente a entrar no meu blog pela pesquisa “dia do pai” e, acima de tudo, porque quero isto aqui, hoje.
O meu Pai
(escrito a 20 de Março de 2006)
O meu Pai é o homem mais direito que eu conheço.
Como é que se define, como [...]

a 5ª frase da página 161

Eu nem sou de correntes mas creio que, em tempos, até fiz esta, porque gostei imenso. E porque não se recusa nada à babyblogger Rita, pois tá claro!

“Ford and Arthur held their breath.”
é a 5ª frase da página 161 do “The Restaurant at the End of the Universe” de Douglas Adams. É o segundo volume [...]

O risco de pisar a linha

(é preciso isolamento e insonorização mental e é isso que eu estou a fazer)
E é preciso também que, contra toda a racionalidade, contra toda a contenção, contra todas as ruas de sentidos únicos que parecem terminar em paredes altas sem portas, uma vez, uma vez de vez em quando, uma única que seja, se abram [...]

Tudo ao ar

Ora que caralho! vou arrancar isto tudo, toda a gente que não se pode escrever porque depois não se pode ler, arrancar os leitores de cima do meu ombro, sacudir toda a gente que se pendura enquanto escrevo, saiam daqui senão emudeço e depois não me sai uma palavra e não é para isto que [...]

acho que ainda não tinha contado aqui isto :)

NokiaE71
[thanks to the great advice of @fjfonseca]

Andar às traças transparentes

Não era isto. Agora nunca é, que coisa. É como se estivesse a apanhar borboletas, borboletas é bom, podiam aparecer agora com o calor. Traças transparentes, estender a mão e poisarem (e morderem a camisola quando não se está a ver). Ou pedaços de ar mesmo. Tão transparentes que se poderiam confundir. Uma menina a [...]

keep looking »