Archive for Fevereiro, 2007



Richter 5.8

Não senti nada! É a miséria, sou tão desligada que nem os sismos passam por mim!

Numa esplanada

sentam-se duas raparigas e não começam a conversar porque já se sentam a conversar. Já estão a conversar desde que se encontraram. Continuam a conversar. Conversam enquanto o mar e o céu e a praia mudam de cinzento claro para cinzento cada vez mais escuro. Conversam até cair a noite. Conversam todas as conversas que […]

Fiquei caladinha até agora. Ia ouvindo e lendo, cada vez mais farta de sins, farta de nãos, farta de ouvir coisas estúpidas dos dois lados. Depois, chegou o dia, fui calmamente votar. Ouvi as sondagens calmamente. Os resultados prováveis. O sim. Eu, nas minhas emoções, sou uma rapariga mais dada a exteriorizar fúrias e irritações […]

Assino por baixo

“Ainda não se conhecem os resultados, apenas se projecta uma abstenção vencedora. Deixa andar, não é comigo, tenho mais do que fazer é a lógica de um país de memória curta. Aos que durante décadas, lutaram pela liberdade e pelo direito ao voto livre (e pela inconsciência do não votar) as desculpas por esta abstenção. […]

o primeiro amor é à estalada

É um casal embora me pareça ridículo chamar-lhes um casal. Um parzinho, talvez, é coisa mais apropriada, embora deteste a palavra. Enfim, um rapaz e uma rapariga, miúdos ainda, sem idade ainda para sair à noite mas já com idade para levarem a chave de casa pendurada numa fita ao pescoço. Estão numa das posições […]

(nota: já sei o que era!)

(e já estou para escrever isso ó tempo! segue no post em cima, o que tem toda a lógica, como sempre…)

Não tenho mais nada a dizer sobre este assunto


Havia mais qualquer coisa…

…mas agora esqueci-me do que era…

Mas esta tem que aqui ficar

Hoje vi o mais extraordinário par de sapatos que alguma vez vi na vida. Nem tanto os sapatos, mas no todo. Até aos sapatos tudo era absolutamente normal dentro do género. Casaco comprido, gola de pelo, o cabelo de outra cor a berrar com a gola, mas tudo muito parecido na fibra utilizada, gola um […]

mercado de presentes e futuros

Tudo o que me é incorpóreo investido em volatilidade.
Sobram algumas breves fugas, as minhas amigas e sempre, a minha eterna e feliz entrega .
De nada aqui reza a história, pelo que por aqui se vai pa(i)rando.




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    blog de Catarina Campos sem tema, linha editorial, lógica ou qualquer senso. Reclamações para a caixa de spam em miragem at gmail dot com

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