As eleições norte-americanas vistas pelo lado deles
0 Comments Published by Catarina C. Outubro 11th, 2008 in 100nada.Discutimos muito esta eleição, não sendo americanos, não vivendo lá e não votando.
Para quem se interessa por saber a opinião deles, um dos melhores bloggers que eu leio (pena 90% ser sobre o SL) escreve no seu blog Second Thoughts sobre Why I am Voting for Obama — and Why You Should, Too. Um excelente texto, vale a pena.
Aconteceu uma coisa má na comunidade portuguesa do SL
13 Comments Published by Catarina C. Outubro 11th, 2008 in 100nada.e não sei lidar com isso. Estou em estado de choque e, embora não fosse minha amiga, várias pessoas de quem gosto muito, estão de luto. Na vida real. Não sei como é que se processa uma coisa destas internamente. Não conhecemos aquela pessoa (no meu caso), mas falei com ela várias vezes, boa onda, boa pessoa, boa amiga do seu amigo. Uma rapariga normal, uma morte estúpida, são todas estúpidas.
É aflitivo, isto. Amigas minhas eram muito amigas dela. Algumas chegaram a conhecê-la, outras logo se combina, fica para um dia destes. Nunca se chegaram a ver. Esta coisa das relações virtuais chegadas, das amizades reais que se fazem e que, por mero acaso, não calha alguma vez darem um abraço. É tudo muito confuso.
Penso nisto, penso nas pessoas com que todos os dias falo. Por email, em blogs, ao telefone. Vivem longe, nunca nos vemos, algumas nunca nos vimos. E, um dia, já não há mais oportunidades para tudo o que se vai fazer qualquer dia, um dia destes. Estão tão perto e nunca nos vimos. São tão importantes para mim e nunca nos vimos. São AMIGOS e nunca nos vimos.
Eu sei que é assim, que um corte total e absoluto nos impede de fazer tudo aquilo que ainda faltava. Mas, foda-se, nisto falta muito. Nem um primeiro abraço. Há aqui alguma coisa que não está certa, nas nossas prioridades por pensarmos que há tempo.
Às vezes não há. Para as minhas queridas amigas, amigas dela, um grande abraço.
A crise financeira e a minha bola de cristal
18 Comments Published by Catarina C. Outubro 10th, 2008 in 100nada.Não, não é economia para totós, mas alguma coisa que 1) me permita organizar as ideias e explicá-las de forma simples e 2) armar-me em vidente e prever um bocadinho o futuro.
1. Sem margem de dúvidas, estamos perante a maior crise económica e financeira do século. Soa bem dizer isto e podemos, já que o século é um século ainda novinho. Se estamos perante a maior crise económica e financeira dos últimos tempos? Sim, mas também não é uma catástrofe. Parece, vai ser sentida como tal, mas não é uma catástrofe. E não é por uma razão muito simples: todos os esforços estão e serão feitos para evitar uma catástrofe. Há mecanismos para isso. É uma “quase-catástrofe”.
2. Não sendo uma catástrofe, é gravíssima. E aqueles tais efeitos que se vão sentir não são agora. Provavelmente iremos todos culpar o preço disto ou daquilo, daqui a um ou dois anos no governo, no PM da altura (que cada vez mais me parece que vai ser exactamente o mesmo que temos agora) e já ninguém se vai lembrar desta crise, mas é assim que as coisas funcionam: efeitos espectaculares no curto prazo, o que tem que rebentar estoira com muitas luzinhas, mas as canas que caírem depois é que vão doer a sério.
3. Não vou estar aqui com grande explicações sobre o que motivou e o que aconteceu e o que está a acontecer. A esta hora do campeonato toda a gente já tem uma ideia do que é o sub-prime e as bolas de neve financeiras (uns bancos pediram emprestadas umas coroas a outros bancos maiores, para darem crédito aos pobrezinhos; quando os pobrezinhos ficaram mais pobrezinhos e deixaram de pagar os empréstimos, os bancos mais pequenos também deixaram de conseguir pagar os empréstimos aos bancos maiores, os bancos maiores ficaram a arder, as seguradoras que seguravam essas coroas ficaram a arder, os produtos que os bancos tinham vendido e que tinham garantias hipotecárias transformaram-se em casas que ninguém quer e papel sem valor e, no meio desta merda toda, andam uns gajos completamente histéricos a vender tudo o que têm na Bolsa para minimizar prejuízos e outros igualmente histéricos andam na Bolsa a comprar e a vender e a fazer lucros brutais no curtíssimo prazo e as empresas cotadas em Bolsa deixam de valer o que valiam de um dia para o outro. E outras que não valiam nada mas os investidores achavam que valiam, afinal não valiam mesmo nada. E por ai fora. É a bola de neve que ainda por cima, por dentro é de plástico. Rola e engrossa e quando bate, estoira e sobra “neve” para toda a gente.
4. Então mas afinal como é que isto nos afecta e o que é que pode acontecer de positivo?
Bom, quer queiramos quer não (e a EU não quer mas é o que se passa) a economia mundial assenta no dólar. O país é sólido, a economia é sólida, a moeda é universal e sólida. É?
Era. Agora já não é. Agora é uma moeda que não se consegue aguentar face às pressões todas. Não se está a conseguir aguentar. Não é só por causa da crise e das movimentações de capitais na Aldeia Global. É que calha (ou se calhar não calha, mas adiante) que o dólar é, neste momento, a moeda de um país à beira de uma eleição. Das mais complicadas dos EUA, já que saí um Presidente que é, no mínimo de políticas polémicas e, no extremo, o culpado desta merda toda e, em lugar dele, existe uma incógnita, já que ambos os candidatos estão muito empatados. Mas, para além da instabilidade deste facto (véspera de eleições, incógnita quanto ao futuro, o que causa ainda mais instabilidade), há pior: nenhuma das alternativas é fácil (para não usar a palavra “boa”). Se existe continuidade (menos radical) em McCain, tem a outra maluca que, sendo um belo número de circo, só faz sentido lá estar como golpe publicitário; ou seja para Vice e se mudar de penteado e enterrar a carabina, serve; mas para Presidente e chefe do mundo, se acontecer alguma coisa ao outro? Deus nos livre e guarde! Venha a Oprah que de certeza fazia melhor figura. Por outro lado, o elegante e intelectual Obama, que ainda por cima pode facturar no facto de ser mais moreno que os Presidentes até agora, é uma total incógnita no que irá fazer, herdando um país todo escafiado financeiramente. Já deve andar a maldizer o dia em que se propôs candidatar, porque não vejo que vá ter espaço para todas as medidas líricas e vagas a que se propõe. Portanto já estão a ver o nervosismo dos mercados: não se sabe quem vem aí e nada daquilo é grande espingarda. Claro que não se endireitam por mais medidas que sejam tomadas. Até às eleições norte americanas não vai haver estabilidade financeira naquele lado e, por conseguinte, do dólar.
Ora isto, sendo uma desgraça para as economias que assentam no dólar, é uma extraordinária e única oportunidade para a EU. Têm agora uma janela temporal para dizer ao mundo, aquela moeda é uma merda, viram? Transaccionassem em euros que a nossa é estável e sólida, olha aqui tão linda. Descemos as taxas de referência dos Bancos Centrais e ela…(ela sendo o a moeda, ie o euro)
…ela
Ela sobe?! A grande cabra!
Alto! Tem que ser feita mais alguma coisa para estabilizar a moeda europeia, devolver a confiança aos mercados. Vá de injectar capital, linhas, coisas, isto não vai abaixo nem que amanhã a inflação aumente e isto fique o descalabro: agora tem é que se organizar o descalabro de hoje: estabilizar o euro, estabilizar os mercados de capitais europeus, aproveitar enquanto os EUA não se decidem a acabar com a crise deles.
A União Europeia tem esta oportunidade de ouro para fazer um brilharete. Todos os sinais, todas as medidas apontam para isso. E, quando todos os dias vemos mais baixa de taxas de referência, mais injecções de capital, percebemos que é isso que está a acontecer. Estes gajos demoraram muito tempo e custou muito esforço fazer uma união europeia: agora finalmente vão usar o facto de ser união e moeda única e mandar uma biqueirada no dólar tal que talvez ele nunca mais recupere. Penso que, se não acontecer, não foi por falta de esforços mas vejo as coisas assim: depois disto nada será igual e o euro vai emergir como uma alternativa ao dólar.
Para nós não é mau de todo. No longo prazo. No curto, tempos complicados. Para toda a gente. Suspeito que, nos próximos 2, 3 anos, todos nós vamos andar muito mais apertados. É aguentar, porque depois o ecossistema equilibra-se e recomeça.
É sempre assim. Uma gaja lembra-se sempre de vestir uma saia curta e (meio) esvoaçante, em dias de ventania…(já disse alguma vez que sou completamente fã da marca Omsa?)
Se sonhassem o que estive a fazer ontem na net
12 Comments Published by Catarina C. Outubro 8th, 2008 in 100nada.ui.
Tá todo desconjuntado. Ou isso ou os 93 blogs que lá estão não publicaram nada nas últimas 24 horas, o que é impossível. Mesmo que eu não tivesse já clicado em vários e visto posts novos, nada daquilo é de gente que fique muito tempo calada ![]()
…já viram bem a quantidade de comentos que aqui deixaram?! Considerem-se respondidos! Estou podre de sono e, se agora vai um por um, nunca mais saímos daqui. Eu depois logo vou aos poucos e isso tudo, se se calarem um bocadinho, ok? Caneco. Um gajo não consegue manter um blog assim, é que não há condição, seus/suas iadaiadas, não têm mais nada pra fazer?!
Eu também não tenho cartão Fnac nem quero!
25 Comments Published by Catarina C. Outubro 7th, 2008 in 100nada.O José Mário Silva escreve aqui sobre a polémica o fim dos descontos da Fnac (eu sempre tive descontos na Bertrand e na Barata, portanto, em termos de descontos, para mim aquilo não era grande espingarda, mas adiante), que passam a ser apenas para quem tem o cartão Fnac.
O cartão Fnac é a maior porcaria que existe em cartões. Ou, pelo menos, um dos piores. Tirando o desconto inicial (toda a gente tem cartão Fnac para comprar aquela coisa mais cara que está a 6% de desconto na adesão e, por acaso, se encontra em imensos lados muito mais barata, é só uma questão de consultar sites de comparação como o utilíssimo kuantokusta) e o desconto na bica, sinceramente acho aquilo uma treta. É um cartão de crédito, ok, como muitos outros, mas aquela história dos pontos tira-me do sério: os pontos são por compra: cada dia de compras, mais uns pontos. Isto é a uma ideia absolutamente maravilhosa para a Fnac e assassina para o consumidor, como é evidente. Se uma pessoa for comprar um livro por dia, leva pontos por cada um desses dias. Se comprar o recheio da sala e dos quartos em imagem e som, mais umas máquinas fotográficas, consolas, telemóveis, livros e CD’s para o ano todo, de uma vez só, pois ganha os pontos daquele dia. Bestial, hein? Mas publicitam os pontos, o cartão dá pontos! Pamordeus, o cartão Continente, que também dá descontos nos produtos de catálogo, ao menos manda um vale de x euros para casa de tanto em tanto tempo, que varia consoante o que se gastou. O cartão do Continente e mais duzentos milhões de cartões de todos os tipos que publicitam pontos como incentivo ao maior consumo; menos o da Fnac. Mas toda a gente assume os pontos como os normais dos cartões normais, quanto mais se gasta, mais se ganha e ninguém nota que, com eles, é em número de dias e não em montantes. São as letrinhas mais miudinhas, lá está.
Coisas principais e coisas não principais
24 Comments Published by Catarina C. Outubro 7th, 2008 in 100nada.Hoje os mercados caíram que nem tordos.
Os meus novos Geox são lindos de morrer.
sim, o post de baixo é uma generalização
3 Comments Published by Catarina C. Outubro 6th, 2008 in 100nada.E então?! Algum problema?! Querem ver que agora não posso ser incoerente!
Um martelo pneumático pelos cornos abaixo
5 Comments Published by Catarina C. Outubro 6th, 2008 in 100nada.e os miolos todos espalhados pelo chão (embora haja gente a queixar-se que a imagem é gore…)
Há gajas (ver tag) que precisavam de uma lobotomia às partes do cérebro geridas por hormonas e feromonas.
(aliás todas as gajas, mas depois, muito provavelmente, ficavam gajos *…)
* porque neles, as hormonas e feromonas desligam-lhes o cérebro, não gerem coisa nenhuma
E o primeiro que disser “estás a referir-te ao cérebro feminino todo, portanto” leva um chapadão, como diz a Madalena (e eu também!)
Oh yeahhhhhhh! TOU NO BLOG! (lol)
xiuuuuu…:DDDD

(foto daqui)
Sempre fui doente por camisas brancas. Não conseguia resistir a nenhuma, tinha o armário cheio, penduradas seguidas, quase iguais, mas com aquelas diferenças que lhes notamos. De tal modo era doida por camisas brancas que um dia me fartei por completo e dei todas. Passei anos sem uma única, continuava a achá-las lindas, mas ainda me dava enjoo vestir alguma.
Este ano decidi-me a regressar às camisas brancas. Já as adoro outra vez, já vou em meia-dúzia. Não quero outra coisa, se alguém souber onde há mais, avise, que enquanto não tiver outra vez um número suficiente que me permita um leque de escolhas decente, não descanso.
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