O Alcance dos Escadotes

“na natureza nada se perde, tudo se transforma”

Mas para se renascer, é preciso primeiro morrer. E deixar passar tempo. Longo, suficientemente longo para que se largue, desligue, se sinta saudades e se recrie.

Era uma vez um grupo de amigas. Era uma vez – outra vez – um grupo de amigas. Não serão as mesmas, não será a mesma altura, não serão sequer algumas eventuais mesmas, as mesmas pessoas. Mas são, acima de tudo, amigas.

E basta isso. Tempo, amigas, vontade de escrever. De novo.

Nasce um blog novo: O Alcance dos Escadotes.

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Junho 30th, 2009 by Catarina C. | 9 Comments »

Tá lindo!

O meu blog tá lindo, é um facto, pena que não se consiga ler um corno.

(e estou com óculos novos, cuja receita é da semana passada: o mal é mesmo do blog lindo)

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Junho 26th, 2009 by Catarina C. | 15 Comments »

e acabou o verão

Já estou de casaco, mantinha em cima do edredon da cama, com um tudo nada de frio nas plantas dos pés descalços, geladinha a almoçar na esplanada e é isto, acabou o verão. Durou mais ou menos um fim de semana, que foi uma merda de fim de semana porque estava calor e neura (principalmente esta última) e agora tenho que esperar um ano até ter outra vez um fim de semana de verão (e esperar que seja melhor do que o deste ano). Ora bolas, isto é triste…

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Junho 26th, 2009 by Catarina C. | 5 Comments »

Desta ia sendo 100nada mesmo

Fiquei para lá da histeria absoluta. Género aparvalhada, muito quietinha e sem me mexer muito, não faço ideia do que é que terei dito, mas foi pouco. Basicamente desliguei quando fodi o blog todo. Naquela, ora então agora se clicar aqui neste botão.

Recomeçando do princípio. Há dois dias passei a ter acesso a tudo do 100nada, já que não percebo nada disto mas tenho ao lado quem perceba. Assim podia mudar themes e mexer nas coisas, sem ter que andar sempre a chagar o Paulo Querido que, como toda a gente sabe, é o meu senhorio desde 2003. E não quero outro e já se verá porquê, uma vez mais, cinco estrelas.

Ora meti uns themes e andei a meter plugins e coisas aqui e ali, toda contente a aprender a mexer em ftp’s e isto afinal até é simples, mas (um dos plugins dava erro, sei agora) deu erro e o blog deixou de se poder ver em todos os browsers/servers. E eu vá de perguntar e ouvir sugestões e siga, vou arranjar o blog. Sem perguntar ao lado, olha lá se eu mexer aqui e apagar isto, posso? Nada, eu é “xacaberi pra que serve este botão” e aquele particular botão que cliquei

pimba

fiquei 100nada.

O blog evaporou-se. Não foi assim olha, desapareceu o template. Não. Foi, oops, fodi o blog. Olha seis anos de tralha para o car…éter dos blogs que se evaporam. Fiquei sem blog, caneco. O outro cabrão do esbranquiçado a morrer no twitter e no FB e nos blogs e nas notícias e EU SEM BLOG. Total estado de choque. O coder do lado sem acreditar que eu tinha conseguido fazer evaporar o blog assim em segundos e a ver tudo e mais alguma coisa e eu tipo estúpida completa, a dizer ahn não sei, apaguei ali ma coisa (que era *só* o blog, mas eu sabia lá), enfim, vamos tentar ver o que é mas vamos lá chamar o serviço de urgência urgentemente e eu a mandar emails e DM’s ao Paulo que, no meio de imensa coisa que estava a fazer, agarrou no meu blog e ia dizendo “calma, calma” e “há backups” e arranjou tudo.

Ninguém mais faz isto. Ninguém naquele momento vê uma tontinha em pânico absoluto e larga o que está a fazer para lhe arranjar o blog. Só o Paulo. Fez isto hoje e fez isto sempre. É isto. OBRIGADA! :)

E claro que o meu obrigada se estende aqui a este lado, ao meu coder que fez tudo o que conseguiu, que depois acabou por descobrir o erro do plugin (e como o emendar) e que evitou que me atirasse da janela abaixo durante as horas de pânico. E a quem prometi solenemente não voltar a mexer sem perguntar primeiro.

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Junho 26th, 2009 by Catarina C. | 19 Comments »

Diálogo (de sempre) a horas tardias

- tou com fome.
- pois claro.

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Junho 25th, 2009 by Catarina C. | 1 Comment »

Cara lavada (não quer dizer que fique assim)

Isto de ter um coder em casa é outra conversa…

- olha, não tem tags este post
- não tem tags?! mas eu já meti o código, os outros têm tags!
- não, péra, deixa ver…
- vê lá! tens a certeza que meteste?
- meti…xaver…ah, esqueci de clicar no adicionar…
- ah! a culpa não é do coder!
- ná, a culpa desta vez é mesmo da anhuca.

Tou memo contente com o meu novo blog!
(agora só preciso de uns plugins e mais umas coisas…[hint to home coder]

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Junho 24th, 2009 by Catarina C. | 9 Comments »

Os elefantes da 2ª Circular (take 2)

Se muita gente seguiu os meus elefantes voadores e toda a história de ilhas e ratos e elefantes incautos, pouca saberá que esses elefantes abriram as asas na 2ª circular há cerca de dois anos. Depois transformaram-se numa história mas, nessa noite, eram apenas elefantes voadores saídos de uma data de garrafas de vinho.

E foi exactamente uma das pessoas que não via desde esse jantar que disse hoje isso: “dois anos”. Tempo demais, tá mais que visto. E, no entanto, como se nos tivéssemos encontrado na véspera ou como se nos conhecêssemos desde sempre. É isto a amizade, coisa tão banal como uma série de amigas a jantarem numa esplanada. Coisa tão especial, como todas as conversas que tivemos esta noite. Tenho todas estas mulheres dentro e nem pensar em esperar mais dois anos para continuar o resto que ainda ficou por dizer (nunca se esgota, claro!).

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Junho 20th, 2009 by Catarina C. | 4 Comments »

100temperatura

Quando toda a gente se queixa do imenso, brutal calor e alguém cobre os ombros com uma écharpe ou dorme de edredon fininho e se sente mesmo mesmo confortável, esse alguém sente-se assim um tudo nada offline da temperatura, desligada dos muitos graus; tem até um bocadinho de vergonha de confessar a si mesma que, uma vez por outra, sente uma brisa mais fresca e talvez uma mantinha, de verão, vá, era capaz mas enfim, dado que provavelmente estará mesmo o tal calor todo, ultrapassa esse arrepio.

Que eu sou assim, um bocado a parecer que me desligo sempre, de tantas vezes que realmente me desligo, desligada de quase tudo, no fundo, menos daquilo a que estou mesmo ligada e há alturas em que me desligo mais ainda do resto ou me ligo a qualquer coisa que me distraia do tal aquilo a que estou mesmo ligada e fico assim, como sou, um bocado a parecer que me desligo sempre.

É é bem provável e até acredito que esteja um calor avassalador já que toda a gente se queixa mas estou de tal forma concentrada naquilo a que estou ligada que não há temperatura que me toque, offline que estou do tempo. E não, nada disso me angustia, antes pelo contrário, me tranquiliza, embora me espante, talvez, não por surpresa mas por confirmação.

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Junho 19th, 2009 by Catarina C. | 3 Comments »

ora então, varrer isto um bocado

Está na altura de mudar o blog todo. Já não o posso ver. Tenho a sensação que tem cotão nos widgets, pó agarrado ao tamanho e cores das letras e teias de aranha na imagem. Antigamente, as coisas eram assim, um gajo mudava aqui e ali e ficava com ar mais novo, mas agora não é. Não basta mudar os móveis de sítio e dar uma varridela para debaixo dos sofás. Quero tudo novo, pintado de fresco, com janelas muito rasgadas e cortinas abertas ou fechadas. Já passou a fase confortável, um blog para meter os pés em cima da mesa, agora é um blog arreda as pilhas de lixo para meter os pés. Pelo menos é como o vejo. Claro que o leio (ou não, que não releio) da mesma forma, atenção! Não tenho cotão, pó ou teias de aranha no cérebro e nos textos. Ou se tenho é por variarem pouco, já que pouco o actualizo. Preciso de mudança estética a ver se me empurra a escrita. Em breve, em breve.

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Junho 17th, 2009 by Catarina C. | No Comments »

Opera Unite

Não sei como funciona, mas sei que é um “coiso” que transforma o nosso computador num servidor. Eu já tenho um Frigorífico. Ora ide lá deixar uma mensagem, vá lá!

(mais info no Abaixo de Cão)

Não dá? Claro que não dá! Só dá quando eu estiver a correr o programa, é o *meu* servidor, duh!

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Junho 17th, 2009 by Catarina C. | 7 Comments »

Offline e seguindo assim

Estive (praticamente) offline durante uns dias, com acesso a net mas sem vontade sequer de usar, limitando-me a ver emails no telemóvel uma vez por dia. Umas férias bestiais. Vou prosseguindo assim, que não me fez grande falta e tenho muito que fazer, a começar por abater as trombas que me aparecem sempre no caminho de volta. E não, não é pelo fim das mini-férias, é mesmo por sair de lá, seja férias ou fim de semana. À chegada, aí a uns 20 km, cheirei o asfalto e os escapes e pensei que já cá estava: esperam-me semáforos, filas de trânsito, secas para estacionar, correrias diversas e ainda caiu uma porta de um armário da cozinha. Vou fazer uma máquina de roupa, enfiar as hortenses numa bacia e, basicamente, seguir para a rotina em passo lento, a arrastar os pés e a contar os dias para voltar. Isto de uma pessoa ter o campo dentro, é uma chatice das grandes, quando tem que levar com a cidade em cima. (escusam de me dizer “muda de vida” que a malta tem que a ganhar, à vida, e é aqui).

De trombas portanto. Logo me passa.

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Junho 15th, 2009 by Catarina C. | 4 Comments »

Da ausência de receitas

[rascunho de ideia vaga]

Na verdade, são duas, as ideias vagas: uma mais ideia, a outra mais vaga. Esta última sob a forma de vontade quase irreprimível de ter escrito um post psico-culinário, que consistiria na descrição completa da minha tarde de domingo na cozinha, misturando chocolate, claras batidas em castelo, nevoeiro a cair de repente e considerações várias sobre a vida, a utilização de bimbys, a maneira mais simples de partir ovos sem deixar cair cascas para dentro das claras e de agarrar formas de silicone sem entornar o conteúdo: receitas, enfim.

Não o escrevi, mas terei ficado com essa parte das receitas em banho-maria, por assim dizer, o que me levou à outra, a ideia. Essa não foi, de todo, vaga, sei exactamente quando é que me caiu em cima: enquanto descia umas escadas para ir tomar café à esplanada com vista para o estacionamento, onde na mesa ao lado se bebem martinis a meio da manhã e o arroz é com pato.

Lá por me ter caído a ideia em cima, não quer dizer que viesse já com todas as palavras, como é evidente. As ideias não são assim, mesmo quando são directas ao nervo do formigueiro nos dedos. Caem e depois um gajo que se lixe, a tentar que não fiquem todas coladas às sinapses, como se fossem pastilha elástica, um bocado em vão, porque a única forma de as arrancar dali para fora é – para mim – enfiá-las em qualquer lado, traduzidas em letras e frases. Normalmente a amiga mais perto leva comigo em cima, mas algumas são mais de se escreverem. Enquanto aqui engonho e já lá vão três parágrafos, as ditas começam a parecer-se mais com coisa passível de escrever.

Vai tudo dar às receitas. Ao mesmo tempo que a mim me apeteceu escrever sobre um domingo na cozinha, coisa palpável e realizável, que se come inclusive e que se faz seguindo (mais ou menos) uma receita, a coisa que me ocorreu ali naquelas escadas, é que eu estava – estou – virada para a realidade das coisas existentes, dos assados e bolos (sempre fui mais bolos) [quer na escrita, quer na leitura aliás]. Ou – e aqui está a ideia, de repente tão clara – teço realidade seguindo receitas, mas para o resto não há. Não há receitas. No que escrevo, não há receitas, na vida não há receitas, tirando as dos bolos e das nódoas mais chatinhas. Nem no que os outros escrevem, pensei eu melhor e nessa altura já estava a pedir uma bica e um copo de água, nem no que os outros escrevem há receitas! Tanto faz eu escrever sobre a nuvem que passou pela janela, responsável por uma taça de claras cheia de cascas, como escrever sobre a imensão de sentimentos que se nos atravessam em momentos de lucidez abstracta iadaiada, porque não há receitas. Nem respostas sequer.

O que pode eventualmente haver é consolo. Solidariedade em coisas parecidas ou aparentemente semelhantes. Não há setas apontadas a dizer “vai por aqui”, só há, quando muito “eu fui por aqui e resultou assim”. Coisa que é perfeitamente inútil para quem procura uma direcção, porque cada um tem as suas, que não são de mais ninguém e até me parece um bocado perigoso dizer “vai por ali que vais bem”. Sei lá eu. Mas também não sei, a verdade é essa, se há pessoas que precisam mesmo de saber que por ali vão bem. Ou por outra, sei que existem, sim, muitas. É mais simples. É menos responsabilidade que se toma, se forem os outros a aconselhar. Custa menos na altura, é um facto. Mas não significa que seja realmente o caminho certo. No fim, provavelmente, custa muito mais.

Peguei na receita do bolo de chocolate e fiz outra coisa com ela. Parecida, sim, para primeira vez, para ver como é que ficava. Resultou, podia não ter resultado. Depois caiu o nevoeiro que estava antes sobre a outra margem. A temperatura desceu abruptamente, dez, quinze graus e lembrei-me que ainda faltavam os morangos. Um silêncio quase absoluto em casa, com sestas e jogos amenos de dia de repente cinzento mas nem por isso menos de verão. E agora reconcilio-me com a minha escrita desprovida de respostas. Não as tenho, ninguém tem. Por mim tudo fino, que haverá sempre mais bolos, caixas de cerejas, água a correr.

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Junho 4th, 2009 by Catarina C. | 5 Comments »

e agora vamos lá ao que interessa

sandálias giras com saltos médios? então?

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Maio 29th, 2009 by Catarina C. | 9 Comments »